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21.11.17

por que parar de fumar engorda


Finalmente um profissional que não fica apenas no blábláblá de que "o paladar e o olfato melhoram e a pessoa passa a comer mais depois que abandona o cigarro"; finalmente o famoso "quem para de fumar desconta a ansiedade na comida" deixou de imperar.

Ok, essas duas explicações são procedentes, porém o principal fator para o ganho de peso ao deixar o cigarro é outro: o metabolismo desacelera.

Palavras do médico Ciro Kirchenchtjn:

"Quando pessoa fuma ela aumenta o monóxido de carbono e isso aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial (o que não é bom); aumenta a adrenalina no sangue e isso aumenta o metabolismo (aumentando o metabolismo a pessoa queima mais). Se a pessoa para de fumar ela diminui sua adrenalina, sua necessidade calórica diminui então SE ELA MANTIVER SUA DIETA ELA VAI ENGORDAR". Assista ao vídeo abaixo.

Eu não passei a comer diferente depois que parei de fumar, não passei a beliscar o dia todo, não me joguei nos doces, continuei minhas atividades físicas. .

Então de onde estavam vindo aqueles quilinhos? Da dieta DE SEMPRE - e quando digo dieta, aqui, estou querendo dizer modelo alimentar seguido.

Obrigada doutor Ciro Kirchenchtjn por esclarecer. 

E agora, José? O que a gente faz com essa informação? Abandona o projeto da alimentação intuitiva e parte para um pequena restrição e/ou controle de calorias? .

E agora, José, que no meu caso a retirada da nicotina + restrição alimentar levou à depressão? .


monicamontone 



trident rosa: melhor amigo da fissura

O melhor amigo do ex-fumante (e de quem sofre de compulsão por doce) é o Trident rosa de tutti-frutt. .

E não, caro amigo e cara amiga leitora, não se trata de colocar um chicletinho na boca e ficar mascando educadamente. .

Para que o chicletinho rosa aplaque "o desespero da boca" proveniente de um aperto no peito e de uma vontade absurda de gritar é preciso mascar um pacotinho inteiro em poucos minutos. .

Na fase mais aguda da abstinência eu colocava um chiclete na boca, chupava todo o docinho em três ou quatro mastigadas, abria um novo e colocava o anterior no papel da goma recém aberta agindo assim até acabar o pacotinho com cinco unidades. .

Cheguei a baixar três pacotinhos de uma só vez  em diversas situações ( escrevendo, lendo, falando ao telefone, vendo TV, etc). .

Ainda continuo atacando as gominhas rosas e sem açúcar, porém com menos frequência e em menor quantidade. .

Diferentemente dos chicletes de hortelã, o Trident de tutti-frutt não incomoda na boca e é super docinho, o que ajuda a aplacar um cadinho a vontade de doce. .

Experimente.

monicamontone


11.11.17

depressão e tabagismo

Eu estava em depressão quando deixei de fumar e não me dei conta. Nem mesmo o fato de eu ter duplicado o meu consumo acendeu essa luz para mim - está comprovado que a nicotina atua como antidepressivo. 

Por este motivo, passei por uma abstinência bastante sofrida

Stanton A. Glanzt, diretor do Centro para Pesquisa e Educação no Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concorda com a ideia de que pessoas depressivas que fumam possam estar se automedicando

Segundo pesquisas, pessoas a partir de 20 anos com depressão têm duas vezes mais chances de serem fumantes, como descobriram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

Dados extraídos da Pesquisa Nacional de Exames Médicos e Nutricionais levaram às seguintes observações:

Cerca de 43% dos adultos depressivos com 20 anos ou mais fumavam, em comparação a 22% dos não depressivos na mesma faixa etária.

Mulheres com depressão tinham proporções de fumantes semelhantes a homens com depressão, embora mulheres sem depressão fumassem menos do que os homens.

Com a piora do quadro depressivo, a porcentagem de adultos fumantes crescia.

Fumantes depressivos fumavam mais do que fumantes sem depressão.

Adultos que tinham depressão e eram fumantes tinham menos chances de largar o cigarro do que fumantes sem depressão.

"Todo mundo sabe que gente com depressão tem mais probabilidade de fumar", disse a pesquisadora Pratt, mas o que a surpreendeu, explica, foi a extensão dessa ocorrência constatada pelo estudo.

Entre mulheres de 20 a 39 anos, por exemplo, o estudo revela que 50% daquelas com depressão fumavamSaiba mais 

No meu caso o processo de abstinência foi mais difícil porque de fato eu estava mascarando uma depressão com o uso excessivo de nicotina. Falei sobre minha depressão, aqui

Depressão não é brincadeira e precisa de tratamento! Peça ajuda, procure um terapeuta.

monicamontone



arte: Sara Shakeel

transtorno de ansiedade generalizada

Sempre tive perfil ansioso. Sempre fui agitada, impaciente, apressada.

Mas nada disso quer dizer "transtorno de ansiedade". 

O que poucos sabem, na verdade, é que os transtornos ansiosos como a Síndrome do Pânico, o Transtorno de Ansiedade Generalizada e as Crises Ansiosas geralmente são sintomas de depressão.

É comum associarmos depressão à tristeza e embotamento afetivo, mas desordens ansiosas são outra forma da depressão se manifestar.

Na época mais aguda de minha abstinência cheguei a ter todos os sintomas listados na imagem abaixo + uma média de 4 crises ansiosas (fluxo de pensamementos catastróficos sem controle e sem qualquer conexão com a realidade).

Tratei com terapia, acupuntura, meditação, atividade física, homeopatia e floral (plano de guerra). Escolhi o caminho mais longo, não quis tomar remédio - embora saiba que às vezes é necessário.

Portanto, NÃO FIQUE SOFRENDO sozinho, em silêncio. Procure um terapeuta! 

Depressão quando não é tratada pode virar assunto sério! Procure ajuda! 

monicamontone




abstinência e desejo por chocolate

Não é de hoje que as pesquisas apontam que o chocolate tem efeito antidepressivo e pode ajudar a regular o humor.

Segundo matéria da BBC Brasil,  o chocolate possui substâncias encontradas em drogas como ópio (encefalina/alivia a dor e produz prazer), álcool (tetrahidro-beta-carbolinas/eleva os níveis de dopamina e serotonina), maconha (anandamida, conhecida como a "molécula da felicidade", atinge as mesmas estruturas cerebrais acionadas pelo THC), café (o cacau tem cafeína que é estimulante).

Gosto de chocolate, mas nunca fui chocolatra, sempre preferi salgado a doce.

Porém, depois que parei de fumar uma vontade INSANA de comer chocolate me invadia todos os dias no final da tarde - tipo o desespero por doce que bate na TPM e toda mulher conhece bem.

Nos primeiros 4 meses - que estava na dieta low-carb - não atendi às necessidades do meu corpo por medo de engordar - além de não comer um único bombom não estava comendo nem mesmo carboidratos naturais como frutas e leguminosas.

Não engordei naquele período, mas deprimi seriamente. Será que se eu tivesse respeitado o meu corpo e tivesse dado a ele 1 bombom ou 1 quadradinho de cacau 70% (ou uma sopinha de batata baroa)  eu teria aberto um quadro de depressão como abri?

Afinal, o corpo tem a sua sabedoria e se estava clamando por chocolate certamente era porque estava com defasagem de dopamina, serotonina e afins.

Quem para de fumar dificilmente consegue controlar o desejo por chocolate (e doces em geral) nos primeiros meses exatamente porque o cérebro está buscando uma compensação química. 

Minha dica para quem esta parando de fumar e tem medo de perder o controle da ingestão de doce e engordar?

Se permitir, mas com moderação. Comprar um bombom invés de uma barra; consumir antes de atividades físicas, evitar comer todos os dias (que tal dias alternados?), quando possível substituir por damasco e alfarroba (que possuem propriedades similares as do cacau), comer na rua e não fazer estoque em casa para evitar a compulsão.

Lembrando que: não existe alimento que engorda, o que existe é exagero, falta de equilíbrio e moderação. 

monicacamontone



5.11.17

cientistas comprovam relação entre o cigarro e a depressão

A relação entre depressão e fumo, há muito observada por especialistas da saúde, é real e forte, mostra um novo relatório do governo americano. 

Pessoas a partir de 20 anos com depressão têm duas vezes mais chances de serem fumantes, descobriram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

A magnitude da relação é surpreendente, afirma a pesquisadora Laura Pratt, epidemiologista do Centro Nacional de Estatística de Saúde, dos CDC, que publicou os resultados em 14 de abril.

"A relação entre depressão e cigarro se fortaleceu ao longo do tempo", disse. Em 1952 e 1970, conta ela, os estudos detectaram apenas uma ligação pequena e insignificante na população americana. 

Mas, quando Pratt e sua parceira de pesquisa Debra Brody analisaram dados de 2005 a 2008, extraídos da Pesquisa Nacional de Exames Médicos e Nutricionais, elas descobriram que:

- Cerca de 43% dos adultos depressivos com 20 anos ou mais fumavam, em comparação a 22% dos não depressivos na mesma faixa etária.

- Mulheres com depressão tinham proporções de fumantes semelhantes a homens com depressão, embora mulheres sem depressão fumassem menos do que os homens.

- Com a piora do quadro depressivo, a porcentagem de adultos fumantes crescia.

- Fumantes depressivos fumavam mais do que fumantes sem depressão.

Adultos que tinham depressão e eram fumantes tinham menos chances de largar o cigarro do que fumantes sem depressão.

- Cerca de 7% dos adultos americanos com 20 anos ou mais tiveram depressão de 2005 a 2008, revela o levantamento. Cerca da metade das pessoas de até 55 anos com depressão no período da pesquisa era fumante, mas menos de um quarto daqueles sem depressão na mesma faixa etária era fumante.

Desde a divulgação dos males do cigarro em um relatório do órgão americano que supervisiona profissionais da saúde de 1964, o fumo de cigarro entre adultos caiu pela metade no país, mas cerca de 21% do total de adultos ainda fuma, observa o relatório.

"Todo mundo sabe que gente com depressão tem mais probabilidade de fumar", disse Pratt, mas o que a surpreendeu, explica, foi a extensão dessa ocorrência constatada pelo estudo.

Por exemplo, entre mulheres de 20 a 39 anos, o estudo revela que 50% daquelas com depressão fumavam, enquanto fumantes representavam apenas 21% daquelas sem depressão.

Mesmo adultos com leves sintomas depressivos - aqueles que não se enquadrariam na depressão clínica - tinham mais chances de fumar do que pessoas sem sintomas de depressão, revelam as pesquisadoras.

O motivo exato de as pessoas depressivas tenderem a fumar mais estava fora do escopo do estudo, afirma Pratt, mas algumas pesquisas sugerem que o comportamento pode ser um tipo de automedicação, com os cigarros de alguma forma agindo como calmantes ou um mecanismo de relaxamento. Stanton A. Glanzt, diretor do Centro para Pesquisa e Educação no Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirma não ter se surpreendido com os resultados.
Ele concorda com a ideia de que pessoas depressivas que fumam possam estar se automedicando. 

Parte do problema, afirma, é que profissionais de saúde mental demoram para lidar com o problema do tabaco.


"Existe um mito no qual, se você lidar com a situação, encorajando o paciente a parar de fumar, fica mais difícil tratar a doença mental subjacente", disse Glantz. "A verdade é exatamente o oposto disso."



imagem: google

a importância de criar novos rituais ao parar de fumar

Criamos rituais para quase tudo o que fazemos e esse comportamento automático (e muitas vezes inconsciente) tem a função de gerar códigos para que nossa mente entenda o que desejamos fazer.

O ritual de acordar, por exemplo, cada um tem o seu, mas caso acordemos atrasados para um compromisso e deixemos de cumprir alguma etapa do "ritual acordar" sentimos que o dia demora a engatar, ocorre uma sensação de dispersão e atordoamento, não é mesmo?

Fumantes pesados (como fui) costumam incluir um ou dois cigarros no meio do ritual de despertar. E fazem isso por anos a fio.
 
Como acordar então, sem parte do ritual? Como fazer a nossa mente entender que acordamos? 

Criando um novo ritual! 

No começo a mente vai chiar, não vai entender bem o comando e só de pirraça vai ofertar atordoamento e dispersão aos baldes, mas com tempo tudo se ajeita - li outro dia que a nossa mente precisa de 21 dias para criar um novo hábito. 

Eu, que sempre fumava ao acordar -  e enquanto fumava checava emails e redes sociais - passei a usar esse tempo da manhã para cuidar da pele do rosto e me alongar. Sempre achei o máximo as garotas disciplinadas que lavam o rosto com sabão neutro em movimentos circulares, depois passam tônico, protetor solar e bbcrem logo pela manhã.  Pois bem, me tornei uma delas! 

Outra mudança? 

Mudei por um tempo de Café. Sempre amei ler e escrever em Cafés e quase todos os dias eu ia para o "meu escritório, um bistrô charmoso com mesas ao ar livre e liberado para o fumo. Porém, percebi que bastava me sentar na "minha cadeira" para uma ansiedade tremenda me queimar no peito. Parei de frequentar o "meu escritório" por um tempo e acabei descobrindo lugares ótimos nas redondezas. 

Portanto, fica a dica: fumava sempre que sentava no canto x do sofá? Não sente no canto x; fumava antes de dormir? Crie um hábito que só fará antes de dormir (que tal chá?).

Detecte todos os rituais que fazia com o cigarro e coloque um novo (e mais saudável) hábito no lugar dos que puder. 

Se faz necessário a criação de uma nova rotina quando paramos de fumar, não tem jeito. A boa notícia é que depois de alguns meses conseguimos retomar alguns prazeres antigos, mas sem ansiedade - eu, por exemplo, voltei a frequentar meu escritório e já não fico mais agitada quando me sento "na minha" cadeira. Viva!


monicamontone


foto: minha nova mesa de trabalho. 
antes tinha cigarro e cinzeiro cheio, agora tem chá e chiclete sem açúcar

1.11.17

aprenda a diferenciar emoções de necessidades fisiológicas

 Depois de UM ANO sem cigarro -  vejam bem, estou dizendo UM ANO, 12 meses, 365 dias - aprendi a identificar o que era fome, sono, tristeza e não julgar TUDO o que sentia como medo, raiva, irritação e frustração.

Quando somos bebê nossas mães (e a família) nos ensinam essas pequenas lições e criam rotinas de alimentação e sono para que condicionemos hora de comer, hora de dormir e assim por diante. Às vezes esse processo de aprendizagem leva anos.

Quando (re) nascemos depois de um vício somos tão virgens para isso tudo quanto uma criança que
acabou de chegar ao mundo! Com a diferença de que ninguém nos ensina a reconhecer nada e que, ao contrário dos anjinhos, temos uma bagagem emocional que muitas vezes esta lotada de culpas e pequenas vergonhas - o que complica ainda mais as coisas.

Ontem, para o meu total espanto, comecei a ficar MUITO irritada com a reforma do vizinho do andar de cima e de repente parei e me perguntei:

- Esse barulho está aí quase todo dia, por que HOJE, AGORA, está me irritando mais do que o normal?

Olhei no relógio e vi que passava das 17h e eu não tinha comido nada desde o almoço: eu estava com fome.

Fiz um lanche de tapioca + ovo cozido + tomate + manjericão e a irritação passou. Continuei trabalhando normalmente como se o baticum do vizinho nem existisse e depois fui para academia.
UM ANO! DEMOREI UM ANO para COMEÇAR a detectar minhas emoções e necessidades fisiológicas sem o cigarro.

Se eu ainda fosse fumante, o que eu faria quando a barulheira da reforma do vizinho começasse e me deixasse irritada? Acenderia um cigarro imediatamente! O cigarro não faria o barulho desaparecer, tampouco resolveria a minha irritação, mas me manteria distraída por alguns minutos, me faria engolir fumaça no lugar de apenas frustração; provavelmente tapearia a minha fome (completamente natural e saudável para o horário).

Foram mais de 20 anos dando para o meu corpo, minha mente, minhas emoções, meus hormônios e meu cérebro gotas extras de dopamina (sempre que tragamos ativamos regiões de recompensa no cérebro), portanto é mais do que natural que esse conjunto de fatores que "sou eu" ficasse desafinado como uma sinfonia de crianças iniciantes e sem maestro por um tempo.

Se você está parando de fumar e ainda não consegue entender por que TUDO está mais irritante que o normal, comece já a treinar sua percepção!

Assim que a raiva máster-modo-on aparecer, questione-se: que horas são? Há quanto tempo comi?
Estou com sono? Dormi quantas horas essa noite? Isso é mesmo tão importante assim? O que estou sentindo exatamente é raiva, medo, sentimento de injustiça, carência, solidão? No caso das meninas, vale perguntar "estou na TPM"?

Enfim, vá treinando, vá se questionando que uma hora você vai conseguir ler suas necessidades e vai passar a atendê-las com mais facilidade e menos sofrimento.


monicamontone


imagem: google 

30.10.17

conheça todas as etapas da síndrome de abstinência

Compartilho com vocês um artigo que achei interessante sobre as fases da abstinência, escrito por João Alexandre Rodrigues. Ele fala basicamente sobre álcool, maconha e cocaína, no entanto não vejo diferença no sofrimento psico-químico do viciado de uma ou outra droga e após um ano sem cigarro posso dizer que experimentei na pele muitas das coisas que ele cita. Falei sobre abstinência e o sentimento de solidão, aqui.

Fases de recuperação através da abstinência -  drogas 


Ao longo dos anos tenho observado indivíduos dependentes de substâncias psico activas / adictivas, lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas que são admitidos em tratamento, quer seja em regime residencial de internamento ou através das consultas tradicionais presenciais (terapia individual), e ao mesmo tempo, também acompanho individuos que permanecem abstinentes, como parte do seu programa de recuperação duradoura, a que apelido de mudança de estilo de vida (M.E.V.) através de princípios espirituais - não religioso, sem dogmas e divindades - que promovem o conhecimento interior das suas emoções, auto-conceito, competências e talentos, e uma conexão emocional com os outros e o mundo a sua volta (integração activa na sociedade).

Após a admissão em tratamento, em regime residencial de internamento,  é iniciada a primeira fase ( crucial ) - interrupção do consumo de substâncias psicoactivas (auto-medicação de drogas, incluindo o álcool) geradoras de problemas e consequências negativas, ex. perda do controlo dos seus comportamentos, problemas de saúde e familiares, legais e profissionais. Para alguém dependente de drogas, incluindo o álcool, este “passo” é realmente assustador.

A síndrome da Abstinência (Ressaca - dor/sofrimento físico e psicológico) dura aproximadamente entre 15 a 30 dias, cada caso um caso. Hoje em dia, o sofrimento é mitigado por outras drogas lícitas, receitadas por médicos, que permitem ao indivíduo o desmame gradual das substâncias psicoactivas/adictivas até ficar abstinente - “limpo”.

Existem porém casos excepcionais de indivíduos que por um conjunto de razões/sintomas clínicos necessitam de recursos extra e mais prolongados (medicação - monitorizada pelo medico) a fim de permanecerem compensados e estáveis de forma a conseguirem assimilar e aderir ao programa de tratamento. Muitos destes casos, podem estar relacionados com as consequências da dependência das drogas (ex. neuroquímica do cérebro).

 Fase Sindroma de Abstinência (Ressaca) 0 – 15 dias de abstinência

Alguns sintomas físicos e psicológicos : Cansaço, vómitos, vontade em usar drogas, incluindo o álcool (nesta fase, conheci indivíduos que ingeriram “ aftershave ” e álcool puro), pesadelos, suores frios, insónia, irritabilidade, deprimido, angustia e ansiedade, alterações extremas do humor, redução do apetite, dificuldade no raciocínio, na concentração e memória, dores de cabeça, perda do controle dos seus comportamentos (impulsos), atitude negativa e baixa resistência física á dor,
Nota : Observei indivíduos, em tratamento, descompensados psicologicamente, que apresentaram alguns destes sintomas, sem que o seu problema estivesse relacionado com drogas (ex. comportamento compulsivo ao sexo).

 Fase da “Lua-de-mel” 16 - 45 dias de abstinência

Alguns Sintomas : “Andar na lua”, euforia, super-confiante - “ Está tudo bem…Sinto bem ”, Conseguiu ultrapassar a ressaca - sinonimo de dor e sofrimento vs. alivio. Demasiado optimista, negação e ambivalência, o aidcto interrompeu a compulsividade associado aos consumos, e nesta fase pensa que agora já consegue consumir drogas ou álcool de uma forma controlada, conhece outras pessoas que têm o desejo de parar de usar drogas, aprende que a adicção às substâncias psicoactivas é uma doença.

Fase “Barreira”/”Obstáculo” 46 - 120 dias de abstinência

Alguns Sintomas : depressivo, isolamento, ideações suicidas, ansiedade, negação, assumir pequenos compromissos para a mudança de comportamentos, recuperação física estável, confronto com a realidade e consequências negativas da adicção,  flashbacks , novas amizades, surgem as duvidas e receios (reservas/negociação) quanto a manter-se abstinente de drogas incluindo o álcool e os canabinoides (haxixe e a erva) - “ Afinal, até não fazem mal a ninguém… ”.

 Desejo ou comportamento impulsivo para voltar a consumir drogas, incluindo o álcool e cocaína, reaprender a gostar de si próprio, apatia e aborrecimento, frustração e desapontado consigo (ex. vergonha e sentimento de culpa), irritabilidade e intolerância, perigo de recaída e abandonar o programa de tratamento/recuperação contra a opinião da família e profissionais, baixa auto-estima, confusão e pessimismo, raiva e ressentimento, vulnerabilidade emocionalmente, reconhecimento das responsabilidades, procura de “recompensas” e em agradar às outras pessoas.

Desonestidade, reaprende a relacionar-se em grupo/comunidade - interagir com os seus pares, desinteresse, disfunção sexual ou desenvolver relações românticas e/ou sexuais como forma de se alienar da sua realidade ( acting-out [i]), adquire a capacidade de raciocinar com clareza, restabelecer relacionamentos saudáveis e com limites, os medos do futuro “desconhecido” são menos intensos, inicia a esperança de uma vida saudável, refeições regulares, hábitos de sono saudáveis “ recompensador ”

 Adaptação vs. Ambivalência 121 a 180 dias / 4 a 6 meses de abstinência

Comportamentos mais Comuns : Retorna a situações de alto risco, redução da percepção do perigo de deslize - reduz os comportamentos que promovem a abstinência/recuperação.

Área cognitiva : Redução da frequência e intensidade nos pensamentos e vontades de usar (ex. cocaína). Pensamento positivo e realista. Desenvolvimento de novos interesses. Questiona: “ Afinal, o que é a Adicção?"

Sintomas emocionais : Redução da depressão (tristeza), da ansiedade e da irritabilidade todavia continua aborrecido e tendência para o isolamento.

Relacionamentos Afectivos e Românticos : Os problemas antigos da relação re-emergem. Envolvimento em relacionamentos disfuncionais (sem limites saudáveis ou valores -  acting out  e recaídas). Resiste ao apoio/ajuda a resolver os problemas na relação.

Fase da Reabilitação 180 dias (6 meses abstinência)

Comportamentos mais Comuns : Surgimento de comportamentos impulsivos – excesso de trabalho, ganhar dinheiro (ostentação, insegurança emocional, aprovação social ou familiar), sexo (ex. prostituição, masturbação, pornografia) relações românticas disfuncionais (dependência emocional/Codependência), gastar dinheiro acima do orçamento mensal, jogo (ex, casinos, internet), alimentação (ex. ingestão compulsiva de alimentos, voracidade – “comer em cima dos sentimentos desconfortáveis” ansiedade e raiva), deslizes (usar álcool ou canabinoides - haxixe e erva).

Área Cognitiva : Questiona a necessidade de monitorização e apoio para a sua abstinência a longo-prazo. Novos ideais / valores emergem.

Sintomas emocionais : Conflito entre os princípios de recuperação vs. necessidade das relações ex. “Vive e deixar viver”, definir limites saudáveis, largar o controle e entregar.

Fase da Consolidação - “Arrumar o sótão” - Aplicação dos princpios de Recuperação  –  M.E.V .)  1º ano até ao 5º ano de abstinência

Nesta fase decisiva, o indivíduo “arruma o sótão” consolida os seus comportamentos/princípios, adquiridos à através da Abstinência/recuperação (MEV), a uma forma de estar na família, na comunidade e na sociedade - cidadão activo e consciente da sociedade. Identifica factores de risco e factores de protecção. Assuem o compromisso de monitorizar os comportamentos de risco e os comportamentos de proteção. Contraria o estigma imposto pela sociedade “Uma vez drogado ou alcoólico; drogado e alcoólico para sempre.” Integração activa na sociedade. Em alguns casos, alguns individuos estão disponiveis para ajudar outras pessoas com o mesmo problema de dependencias
Recaídas ocasionais (períodos de abuso de substância adictivas) após o inicio/primeiro ano de abstinência. Estes episódios fazem parte integrante deste processo de aprendizagem e desenvolvimento individual.

Confiança, auto-estima, a inter-ajuda, a honestidade são “ferramentas” básicas no dia-a-dia.
Aprende o que é a Adicção. Esperança num futuro “normal”.

A doença da adicção às substâncias adictivas (auto-medicação), está controlada, através da abstinência duradoura.

 Fase da Recuperação (M.E.V.) 5º ano de abstinência até à “Eternidade”

Adopção de princípios espirituais, não religiosos sem dogmas e divindades, ajudando outros através de um novo modo de vida a iniciarem a sua jornada de recuperação (Grupos de Ajuda Mutua).

Viver segundo princípios espirituais, não religioso sem dogmas e divindades - Perdoar, renovar a Fé num Poder superior -  seja   Ele,   Ela e/ouCoisa ,  não castigador e não idolatrado pelos humanos,  “peregrinação” - proposito e sentido - na busca de novos valores, crenças e decisões baseados na aceitação, na unidade (Nós vs Eu), na tolerância, solidariedade, na gratidão, na auto-realização, dar e receber, confiança e honestidade.

Surge um novo modo de vida, transparente e íntegro, sem segredos " tóxicos ", a um nível único e sublime que alguma vez existiu e pensou possível viver. Alguns sonhos tornam-se realidade.
“Mais será revelado” e Recuperar é que esta a dar.

Nota : Algumas destas fases de recuperação adoptam-se a outros comportamentos adictivos. Gostaria de salientar que alguns indivíduos em recuperação de substâncias adictivas, lícitas, incluindo o alcool e as ilícitas, desenvolvem paralelamente, outros tipos de comportamento compulsivo (jogo patológico, dependência emocional nas relações, sexo, compras, distúrbios alimentares, actividade compulsiva no trabalho, etc.). Três areas a permanecer atento em recuperação - sexo, comida e dinheiro.


 [i]  Acting Out  – termo utilizado para descrever comportamentos impulsivos/disfuncionais com base nas emoções e em crenças aprendidas ao longo da vida - “familiares”. Os individuos agem com base na gratificação imediata, no imediatismo, não pensam, agem. Este mecanismo pode ser inconsciente para o individuo assim boicotar os comportamentos sãos associados à qualidade de vida (recuperação).

fonte 

 imagem: google 

abstinência e sentimento de solidão

Duas coisas desoladoras que toda pessoa em processo de abandono de vício enfrenta: o sentimento de solidão profunda e o fato de achar que ninguém (nem mesmo o terapeuta) está entendendo o tamanho do seu desespero e do seu sofrimento.

Pior que isso? Só quando algumas pessoas sugerem que estamos exagerando e fazendo drama desnecessário. 

Odiava, mil vezes odiava ouvir nos primeiros meses a famigerada frase "o pior já passou". 

Como aquele indivíduo poderia saber? Existe algum manual dizendo que depois do tempo "X" "o pior passa". 

Essa coisa de "pior", como tudo na vida, é bem relativa e algumas pessoas acabam abrindo quadros de depressão, ansiedade e pânico no meio de processo. O seja? "O pior" não tem a ver com tempo, mas com fragilidade emocional e/ou patologias concomitantes. 

Como sempre fui dramática por natureza, temi ser julgada de maneira errada no início do meu processo de abstinência. Eu estava sofrendo MESMO. Eu estava precisando de ajuda, MESMO. Como eu poderia fazer as pessoas entenderem aquilo sem parecer drama? Como resolvi isso?

Pesquisando muito e printando algumas informações para mostrar para os queridos ao meu redor. 

É MUITO importante que o viciado saiba exatamente o que está acontecendo com ele - isso ajuda demais a enfrentar o vício - e é muito importante, também, que amigos próximos, familiares e cônjuges saibam o tamanho da encrenca. 

Imagino que seja exaustivo aguentar o humor instável e as explosões de raiva por qualquer coisa de quem está em processo de abstinência de cigarro. Deve dar vontade de estrangular a gente, eu sei. Deve bater sentimento de impotência. Enfim, todos acabam sofrendo junto -  aproveito o ensejo para agradecer mais-uma-vez-hoje-e-sempre meu boy magia, minha família querida & my friends. #gratidão #amovocês

Sendo assim, venho por meio desta, mais uma vez, apresentar para vocês os famigerados sintomas da abstinência de cigarro

Está parando de fumar e andam dizendo que você está fazendo drama? Printe o conteúdo abaixo e mande com carinho para o sujeito (a). 

Sintomas de Abstinência 

Quando o dependente de nicotina tenta cessar o consumo do cigarro, certamente mostrará sintomas típicos da síndrome de abstinência, caracterizados, principalmente, por:

1) Humor deprimido ou irritável
2) Insônia
3) Sensação de raiva e frustração
4) Ansiedade
5) Dificuldade para concentração
6) Inquietação
7) Redução da frequência cardíaca
8) Aumento do apetite e ganho de peso

Apesar da meia-vida curta da substância nicotina, os sintomas de abstinência podem durar bastante tempo, variando de semanas a meses. Ademais, entre os dependentes, a duração e a característica dos sintomas podem variar bastante.

Além da satisfação conseguida através do fumo e da evitação dos sintomas da síndrome de abstinência, existem outros fatores que dificultam a cessação do consumo de cigarros. Essa substância exerce efeitos na modulação do humor, redução do estresse, redução da dor, controle do peso e melhora cognitiva. 

Dessa forma, o tratamento para deixar de fumar pode ser mais difícil entre pacientes com outros transtornos psiquiátricos (como depressão e ansiedade), preocupados com o ganho de peso e com quadros crônicos de dor. (saiba mais

Bora se ajudar e ajudar quem nos cerca a entender o que está rolando com a gente e procure ajuda de um profissional -  eu não sei o que seria de mim durante essa fase sem a terapia!

Mais do mesmo, porém de forma mais aprofundada, no texto Síndrome de abstinência: como funciona e quanto tempo dura 

monicamontone


imagem: google

10.9.17

parando de fumar: conheça os efeitos psicológicos e físicos

Quando conhecemos o tamanho e a potencia do nosso inimigo temos mais chances de vencê-lo. 

Portanto, pesquise muito, leia muito sobre tabagismo, sobre crise de abstinência após deixar o cigarro; mantenha-se informado, descubra o que a interrupção do vício pode gerar em seu organismo e na sua psiquê. 

Muitas vezes por não sabermos o que está acontecendo conosco, por não conseguirmos lidar ou controlar certas emoções, sentimos culpa ou medo de não voltar a ser quem éramos antes de decidirmos parar de fumar

Compreender o que está acontecendo conosco nessa fase difícil de abandono de vício é extremamente importante para garantir a persistência e o sucesso dos nossos objetivos. 

Tá ansioso, agitado, precisando manter as mãos ocupadas para não levar mais um salgadinho ou docinho à boca? Que tal usar seu Smartphone a seu favor e dar boa uma googada! Fique pesquisando assuntos relacionados ao momento que vive -  isso além de colaborar com a compulsão agrega valor e informação a nossa bagagem. 

monicamontone







30.8.17

terceira semana sem cigarro: dias brancos

A sensação que tenho é que acordei de um sono profundo. Vago pelas ruas como uma sonambula. 

O sol por entre as frestas da janela já não me alegra como antes. O rapaz que mora na calçada da esquina e deu para falar sozinho já não me comove ao extremo. Estou lenta. Vagarosa. E todo e qualquer planejamento me leva à exaustão mental e emocional.

Planejar o almoço é um suplício! Primeiro porque não estou conseguindo planejar absolutamente nada com esta merda de consciência embotada; segundo porque planejar o almoço implica em ir ao mercado e escolher alimentos “certos” e “limpos” para não engordar.

E depois de escolher "os alimentos certos" (abobrinha, ovos, brócolis, queijo branco, folhas, etc e tal) ainda tenho que prepara-los. Só de pensar em desfiar toda aquela maldita abobrinha para que ela fique parecendo um espaguete me dá vontade de subir num foguete e desaparecer no espaço sideral.

Acabo tomando um café e comendo um pão de queijo na rua. Adio o almoço para o jantar.

Então é isso, além de ter ficado meio burra -  sim, porque desde que parei de fumar não consigo me concentrar nem mesmo na leitura de uma revista feminina – também perdi completamente minha capacidade de planejar o que quer que seja.

“Acalme-se, mocinha, acalme-se. Isso é só uma fase e você sabe que vai passar”. Tenho repetido esse mantra todos os dias.

Acontece que se o tempo não para nem quando quebramos nosso coração, que dirá quando paramos e fumar: os parceiros de trabalho começam a querer agendar reuniões, surge um novo show para fazer (e você só de imaginar o ensaio senta e chora), a fatura do cartão explode; você precisa escrever um novo texto para a sua coluna, mas tudo o que consegue fazer é chorar diante da tela branca.

É isso! A terceira semana sem cigarro é uma tela branca, um branco total. A mente fica branca, não funciona, os dias ficam brancos, lentos e sem cor; nosso raciocínio fica branco, as ideias desaparecem, o humor desaparece, o sono desaparece, a libido desaparece, parece que tudo desaparece e sobra apenas angustia, vontade de chorar, aperto no peito, medo de não conseguir levar o projeto saúde adiante, medo de engordar, medo de ficar burro pra sempre, medo de perder oportunidades de trabalho e, ufa, um certo orgulho por estar conseguindo se manter sem fumar mesmo assim.

“Não”. Eis a palavra que dá vontade de sair berrando por aí -  talvez “não perturbe” seria mais apropriado.

Já disse isso por aqui, mas não custa repetir: escolha começar essa jornada quando puder tirar férias ou se afastar do trabalho por um tempo, ou seja, quando puder pendurar a plaquinha de “não perturbe” nas portas de acesso a você. 

No mais, eis os melhores amigos da terceira semana: selinho de nicotina (NiQuitin 21mg), suco anti-fumo todas as manhãs, duas horas de atividade física diária, gotinhas de homeopatia e floral.


Nota: o relato acima foi escrito no bloco de notas do meu celular na terceira semana sem cigarro -  como já expliquei, venho fazendo um pequeno um diário desde que parei de fumar, há 9 meses, mas somente agora me senti apta a publicar e partilhar. 

monicamontone

imagem: google 

23.8.17

síndrome de abstinência: como funciona e quanto tempo dura

 É curioso o fato de que quase todos os especialistas afirmem que a nicotina é mais difícil de ser vencida do que a cocaína, mas, apesar disso, tendem a tratar a abstinência do cigarro como se fosse mais leve ou menos importante que as demais. Nunca entendi essa contradição muito bem. O texto abaixo, por exemplo, retirado do site Saúde Melhor, fala de drogas em geral, porém não cita o cigarro. Reconheci muitos dos sintomas que enfrentei e enfrento dentro desses nove meses sem cigarro em que me encontro. Se os especialistas afirmam que a nicotina é mais difícil de vencer que a cocaína, tomo a liberdade de colocar ambas no mesmo saco: drogas que produzem abstinência física e emocional. Se você está abstêmio dos bastonetes nicotinosos leia e tire suas próprias conclusões. 

monicamontone

A abstinência ocorre porque o cérebro funciona como uma mola quando se trata de vício. Drogas e álcool são depressores do cérebro que empurram para baixo o lado bom da coisa. Eles suprimem a produção do seu cérebro de neurotransmissores como a noradrenalina. 

Quando você para de usar drogas ou álcool é como tirar o peso, e seu cérebro tem um rebote, produzindo uma onda de adrenalina que faz os sintomas de abstinência.

Cada droga é diferente. Algumas drogas produzem abstinência significativa física (álcool, opiáceos e tranquilizantes). Algumas drogas produzem pouca abstinência física, mas uma mais emocional (cocaína, maconha e ecstasy). 

O padrão de cada pessoa na abstinência física também é diferente. Você pode experimentar pouco a retirada física. Mas isso não significa que você não é viciado, em vez disso você pode experimentar uma mais emocional.

Abaixo estão duas listas de sintomas de abstinência. A primeira lista é os sintomas de abstinência emocionais produzidas por todas as drogas. Você pode experimentá-los se você tem sintomas de abstinência física ou não. A segunda lista é os sintomas físicos de abstinência que ocorrem geralmente com álcool, opiáceos e tranquilizantes.

SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA EMOCIONAIS

Ansiedade;
Inquietação;
Irritabilidade;
Insônia;
Dores de cabeça;
Falta de concentração;
Depressão;
Isolamento social.

SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA FÍSICA

Sudorese;
Coração acelerado;
Taquicardia;
Tensão muscular;
Aperto no peito;
Dificuldade em respirar;
Tremores;
Náuseas, vômitos ou diarréia.

SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA PERIGOSOS

Álcool e tranquilizantes produzem a abstinência física mais perigosa. De repente, parar de álcool ou tranquilizantes pode levar a convulsões, derrames ou ataques cardíacos em pacientes de alto risco. A desintoxicação sob supervisão médica pode minimizar os sintomas de abstinência e reduzir o risco de complicações perigosas. Alguns dos sintomas perigosos de abstinência de álcool e tranquilizantes são:

Convulsões graves;
Ataques cardíacos
Derrames ou infartes;
Alucinações;
Delirium tremens (DTs).

Abstinência de opiáceos, como a heroína, são extremamente desconfortáveis, mas não perigosas, a menos que eles sejam misturados com outras drogas. A abstinência de heroína não produz convulsões, ataques cardíacos, derrames ou delirium tremens.

ABSTINÊNCIA PÓS-AGUDA  

A primeira fase da abstinência é a fase aguda, que geralmente dura algumas semanas. A segunda etapa é a fase pós-aguda. Os sintomas de abstinência pós-aguda mais comuns são:

Mudanças de humor;
Ansiedade;
Irritabilidade;
Cansaço;
Energia variável;
Baixa entusiasmo;
Concentração variável;
Sono perturbado.

Esta fase se sente como uma montanha-russa de sintomas. No início, os sintomas vão mudar minuto a minuto e de uma hora para outra. Mais tarde, quando você recuperar mais eles vão desaparecer por algumas semanas ou meses, só para voltar novamente. Como você continuar a recuperar os bons trechos vai durar mais e mais. Mas os maus períodos de abstinência pós-aguda pode ser tão intensos e durar apenas um pouco tempo.

Cada episódio de abstinência pós-aguda geralmente dura poucos dias. Uma vez que você está em recuperação por um tempo, você vai descobrir que cada episódio geralmente dura por alguns dias. Não há gatilho óbvio para a maioria dos episódios. Você vai acordar um dia sentindo-se irritado e ter um baixo consumo de energia. Se você aguentar por apenas alguns dias, ele vai levantar tão rapidamente como começou. Depois de um tempo você vai desenvolver a confiança de que você pode passar disso tudo, porque você vai saber que cada episódio é por tempo limitado.

A ABSTINÊNCIA PÓS-AGUDA GERALMENTE DURA 2 ANOS.  Esta é uma das coisas mais importantes que você precisa lembrar. Se você está pronto para o desafio. Mas se você acha que a abstinência pós-aguda vai durar apenas alguns meses, então você vai ser pego de surpresa, e quando você está desapontado que você tem mais chances de recaída.

COMO CONVIVER COM A ABSTINÊNCIA?

Seja paciente. Você não pode apressar a recuperação. Mas você pode passar por isso um dia de cada vez. Se você se ressente ou tenta intimidar o seu caminho através dela, você irá tornar-se exausto. E quando você está exausto você vai pensar em usar para escapar.

Sintomas de abstinência pós-agudos são um sinal de que seu cérebro está se recuperando. Portanto, não corra deles. Mas lembre-se, mesmo depois de um ano, isto ainda é apenas metade do caminho.

Vá com o fluxo. Os sintomas de abstinência são desconfortáveis. Mas quanto mais você se ressente-lhes o pior eles parecem. Você vai ter muitos bons dias ao longo dos próximos dois anos. Aprecie-os. Você também vai ter muitos dias ruins. Nesses dias, não tente fazer demais. Cuide de si mesmo, foque em sua recuperação, e você vai passar por isso.

Pratique o auto-cuidado. Dê-se muitas pequenas pausas ao longo dos próximos dois anos. Diga a si mesmo “o que eu estou fazendo é o suficiente”. Seja bom para si mesmo. Isso é o que a maioria dos viciados não pode fazer, e é isso que você deve aprender na recuperação. A recuperação é o oposto do vício.

Às vezes, você vai ter pouca energia ou entusiasmo por nada. Entenda isso. Dê-se permissão para se concentrar em sua recuperação.

Você vai passar semanas sem sintomas de abstinência, e então um dia você vai acordar e sua abstinência vai bater em você como uma tonelada de tijolos. Você vai ter dormido mal. Você vai ficar de mau humor. Sua energia estará baixa. E se você não estiver preparado para isso, se você acha que a abstinência dura apenas alguns meses, ou se você acha que você vai ser diferente e não vai ser tão ruim para você, então você vai seja pego desprevenido. Mas se você sabe o que esperar, você pode fazer isso.

Ser capaz de relaxar irá ajudá-lo através desta fase. Quando você está tenso, você tende a se debruçar sobre os seus sintomas e torná-los pior. Quando você está relaxado, é mais fácil para não ser pego nelas. Você não está tão desencadeado por seus sintomas, o que significa que você é menos provável de recaída.

Lembre-se, a cada recaída, não importa quão pequena, desfaz os ganhos de seu cérebro fez durante a recuperação. Sem abstinência tudo vai desmoronar. Com a abstinência tudo é possível.

RECUPERAÇÃO E RECAÍDA: ESTRATÉGIA E PREVENÇÃO

Existem duas fases: aguda, que geralmente dura no máximo algumas semanas. Durante este estágio, você pode experimentar sintomas de abstinência física. Mas todas as drogas é diferente, e cada pessoa é diferente.

A segunda etapa, síndrome de abstinência pós aguda. Durante esta fase você vai ter menos sintomas físicos, mas os sintomas mais emocionais e psicológicos de abstinência.

Abstinência pós-aguda ocorre porque a química do cérebro está gradualmente voltando ao normal. Como seu cérebro melhora os níveis de suas substâncias químicas do cérebro flutuar ao se aproximar do novo equilíbrio causando sintomas de abstinência pós-agudos.

A maioria das pessoas sente alguns sintomas de abstinência pós-agudos. Considerando que, na fase aguda de retirada de cada pessoa é diferente, na abstinência pós-aguda a maioria das pessoas têm os mesmos sintomas.


O jeito certo de lidar com isso? Muita ajuda profissional, o apoio e suporte de familiares e amigos e tudo mais que você puder. Afaste-se das más influências, sejam eles companheiros, companheiras, amigos ou amigas. Afaste-se de ambientes que não sejam saudáveis. Assim, você garante que sua abstinência não terá sido em vão e você se recupere, para a felicidade de todos.


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