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15.11.18

dois anos sem fumar


Sim, eu continuo sem fumar.

Lá se vão DOIS ANOS sem esse veneno.

Muita coisa aconteceu de lá pra cá, inclusive um ganho de peso indesejado.

Venho falando sobre meu processo de abstinência no Instagram e mudei o nome do projeto para "Diário de uma abstinência'e depois para Dois cafés e uma água com gás   (nome do meu canal no YouTube) -  achei mais justo comigo e com vocês, uma vez que apesar de todos os meus esforços acabei ganhando peso.

Todos os dias rola uma postagem diferente por lá.

Os temas são variados:  tabagismo, abstinência, ganho de peso, autoaceitação, movimento body positive, dicas para parar de fumar, ansiedade, depressão, autoconhecimento, saúde emocional, alimentação saudável, dicas de livros, filmes e séries, dicas de beleza e afins.

Parar de fumar é difícil, dá trabalho, é chatinho, mas é possível e vale a pena. Eu precisei superar até um quadro de depressão com crises ansiosas, porém continuo dizendo: vale a pena.

Escolhi o Instagram para trocar experiências e informações diariamente com vocês por acreditar que atualmente é uma mídia mais direta, imediata e de fácil acesso.

Você não precisa ser cadastrado no aplicativo para ler o conteúdo, sabia? O perfil é aberto e pode ser lido do seu computador ou tablet, basta clicar aqui . Agora, se você tem conta, basta seguir e ativar as notificações para ficar por dentro de tudo que anda rolando no mundinho dessa ex-fumante.

Espero vocês por lá!

por ///. mônica montone


uma beijoca diretamente do meu insta 
e com cheirinho de baunilha // sem cigarro


21.11.17

balanço geral após um ano se fumar

Sim, eu ganhei uns bons quilinhos depois que parei de fumar. Mas será que foi por conta (somente) da retirada das substâncias químicas?

Afinal, nesse meio tempo eu saí de uma dieta ultra restritiva, tive depressão, crises ansiosas, insônia  e estresse (que sabemos, aumenta o cortisol), crises de pânico.

Foram muitos os momentos em que me frustrei, pois não cometi excessos na alimentação e continuei minhas atividades físicas mesmo na fase da depressão.

Pesquisando bastante sobre o tema, encontrei algumas boas respostas para o ganho de peso que acomete 4 de cada 5 ex-fumantes:

1. O metabolismo fica mais lento e passa a queimar menos calorias que antes -  portanto a alimentação de antes, mesmo sendo saudável, não é “queimada” como antes;

2. Uma bactéria que só é encontrada no intestino de pessoas obesas passa a viver no intestino do ex-fumante por tempo;

3. Aumento das porções (repetir o prato) e aumento de ingestão de doces;

Meu desafio, agora, após um ano sem fumar, é não odiar meu corpo. Éagradecer por ele ter atravessado essa jornada comigo, ter sobrevivido à depressão e às crises ansiosas, não ter se viciado no Rivotril e, claro, ter permitido que eu abandonasse a nicotina.

Meu desafio, agora, é olhar com carinho para a bulimia quemanifestei na adolescência -  e que hoje me gera não um Transtorno Alimentar, mas um comer transtornado -  e descobrir o que ela tem a ensinar sobre mim.

É me amar pelo que sou e não apenas porque gosto da imagem refletida no espelho; é me amar pelo que faço, acredito, penso, realizo e não somente pela minha beleza.

Meu desafio, agora, é aceitar que posso não ser perfeita em tudo, mas posso ser perfeitamente banana em tudo que faço; é me perdoar pelos meus erros e ser legal comigo como sou com os outros.

E por fim, perder os quilinhos adquiridos, rarará, porém sem restrições malucas, de forma equilibrada, consciente, comendo intuitivamente.

Ah, claaaaaaro, o principal: me manter firme no propósito de não fumar.

Abaixo uma foto do meu corpo possível, tirada semana passada, num dia de sol no Rio de Janeiro, a caminho da praia.

Como vocês podem perceber, o ganho de peso não foi assustador como algumas garotas acham que pode acontecer se abandonarem o cigarro. 

É chatinho? É chatinho! Minhas mini-saias não estão passando no bumbum, meu rosto está mais redondo e isso me irrita, mas... Hoje em dia ninguém gosta de engordar, mesmo quem não tem Transtorno Alimentar ou alimentação transtornada, todavia não é o fim do mundo e (quero crer!) é perfeitamente contornável. 

No mais, bens meus, estarei fora do Rio por uns dias e até retornar vou manter ativo apenas o Instagram do Parei de fumar e não engordei

Tenho postado todos os dias dicas e reflexões por lá e vou manter o mesmo ritmo durante a viagem, portanto, se você ainda não segue, chegue mais.

Ah, antes que eu me esqueça, o link diário de uma abstinência está bastante completo e conta com toda a minha saga para vencer o cigarro mês a mês, além de boas dicas enjoy.


Au revoir.

monicamontone


meu corpo possível: 12 meses sem fumar, 8kg a mais

competitividade feminina imaginária


Estou sentada à mesa de um Café com um body branco sem costas e um short esportivo rosa. Apesar do dia chuvoso faz calor no Rio. .

O Café, na verdade, é uma padaria de luxo onde se come os melhores croissants da cidade, mas como os comi ontem, hoje passo vontade e bebo apenas um chá. .

Uma garota (gordinha) se senta ao meu lado com o namorado. Eles notam a minha presença. A garota que tinha chegado sorridente agora está emburrada comendo seus croissants sem dirigir uma única palavra ao namorado. Sim, o namorado olhou para mim algumas vezes. 

A garota engole seus croissants com manteiga e olha para mim aparentemente com raiva. 

Mal sabe ela que acordei odiando com todas as minhas forças o tamanho das minhas coxas e que me chamei de porca hoje em frente ao espelho somente porque esse final de semana fiz uma farra gastronômica.

Mal sabe ela que fiquei olhando uma garota magérrima - e toda descolada, com look rocker -  que estava no local, pouco antes dela chegar, e que pensei "tenho um vestido parecido, mas não tô entrando nele porque estou imensa". 

Como sou mais magra do que a namorada do idiota que mesmo acompanhado olha para outras mulheres ela deve achar que minha vida é perfeita. 

Ela deve estar sentindo culpa por estar comendo carboidrato enquanto eu bebo chá. Ela deve achar que eu sou mais magra do que ela porque não como croissant. Ela deve achar que o idiota ao seu lado olha para outras mulheres porque "ela é uma porca que come carboidrato". 

Até quando vamos estragar os nossos rolês por conta de competitividade imaginária e suposições delirantes acerca da vida alheia? 

O ciúme do boy é ciúme dele, de fato, ou medo de que ele considere alguém melhor? 

Até quando vamos achar que a beleza de outra mulher é uma ameaça para nós? 

E por fim, até quando vamos permitir que comportamentos desrespeitosos e deselegantes como o do rapaz funcionem como ratificação de menos valia? 

monicamontone 


imagem: google

a decisão de parar de fumar

Mas Mônica, por que você parou de fumar se você gostava tanto?! .

Para o meu espanto ouvi essa pergunta de fumantes e ex-fumantes várias vezes. .

Gente! Para! Parar de fumar não é o mesmo que cortar o glúten para dar uma enxugadinha ou parar de tomar café para não estragar o clareamento do dente. .

Não é o mesmo que fazer uma escova progressiva ou colocar unhas postiças. .

Parar de fumar não é o mesmo que escolher fazer mechas no cabelo ou não, usar um look minimalista ou rocker. .

Parar de fumar não é uma questão estética que podemos ou não experimentar. Fumar mata! .

No Brasil, "segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10 milhões de mulheres possuem o vício de fumar, sendo que o cigarro é responsável pela morte de 40% das mulheres brasileiras com menos de 65 anos". (Jornal O Cruzeiro) .

E morrer não necessariamente tem a ver com um ataque fulminante do coração, meu povo: ficar inválido sobre uma cama, totalmente dependente de alguém e sentindo dores é uma possibilidade bastante real para quem fuma há anos e sequer pensa em parar. .

Quase ninguém conta com uma doença debilitante decorrente do tabagismo.

Bem na verdade quando somos fumantes cagamos e andamos para essas estatísticas, achamos que elas não vão nos alcançar. Mas quem é que pode garantir? .

Por que eu parei de fumar? Adoraria dizer que foi por conscientização disso tudo, mas não foi. Os motivos reais foram 2: .

1) o cigarro não combinava com meu estilo de vida há tempos; 2) necessidade de libertação de todas as amarras. Ou seja, foi um movimento interno. .

Você que ainda fuma: já parou para se perguntar por que ainda se mantém ligado a essa muleta? 

monicamontone 





imagem google

sobre blogueiras e musas fitness

Um dia vou entender por que nós, humanóides, temos a necessidade insana de anular, neutralizar, desmerecer, julgar e criticar quem está do lado oposto ao nosso (leia: quem pensa e age diferente). .

A Psicologia dá conta de que esse comportamento tem a ver com a sensação de ameaça que "o diferente" desperta. Ou seja, seria uma necessidade inconsciente de autopreservação e autoafirmação. 

Mas gente, peraê! Não é porque decidimos repensar nosso comportamento alimentar e nos demos conta de que A NOSSA relação com a comida não estava saudável, por exemplo, que TODA E QUALQUER pessoa que faça dieta seja idiota; que toda pessoa dita fitness seja doente emocionalmente.

O que temos a ver com o Whey alheio? O que temos a ver com o pão de farinha de coco de João? Ou com a necessidade de Maria de correr 10km por dia ? .

Nem todo mundo que controla alimentação e faz atividade física diária tem dificuldade de autoaceitação e/ou sofre de algum transtorno alimentar, meu povo. 

Quem tem que saber se a alimentação e os treinos do coleguinha ao lado podem estar trazendo prejuízo para a saúde física e emocional dele é ele, ora bolas. 

Tenho visto alguns perfis sobre Comportamento Alimentar super agressivos, que ridicularizam os adeptos do mundo fit chamando-nos, por exemplo, de lunáticos. 

Como podemos achar o-cúmulo-do-absurdo falarem mal da Rihanna porque ela engordou e super natural criticar os músculos, a paranoia, o photoshop e a magreza das musas fitness? .

Alôu! Trata-se da mesma coisa: invasão de privacidade, deselegância, falta de educação, julgamento e preconceito. .

Deixa as mina. Deixa os fitness. Deixa as plus. Deixa as curvy. Deixa nóis. Deixa o povo todo em paz. .

O que o outro faz com o seu corpo e sua saúde não é problema nosso, nem mesmo quando este outro faz campanhas duvidosas sobre alimentação e acaba promovendo a ortorexia: basta não seguir. .

Basta não seguir e militar pelo que acredita ser o melhor e mais bacana. Não é preciso ofender ninguém. .

Lembre-se: sua relação ruim com a comida não vai se resolver se você chamar de "ridículo" ou "lunático" quem não come carboidrato e corre todos os dias. 

monicamontone

 imagem: sara shakeel

body positivity


Mas gata, eu não tô entendendo! Você é magra, tá reclamando de quê? 

E por que diabos está falando sem parar de body positivity no seu Instagram?

Outra coisa, você é ovo-lacto-vegetariana, come super saudável, nem costuma jacar.

Tá, você teve uma passagem breve por um quadro de bulimia na adolescência, mas não chegou a desenvolver o transtorno.

Não tô entendendo sua question. 

Well, vamos lá:

Yes, sou magra, mas engordei 8 quilos nesse um ano sem fumar.

Para além da questão estética, eu me sinto mais cansada do que antes nas atividades aeróbicas e minhas roupas de outrora têm me deixado parecendo uma linguiça de tão arrochada que fico nelas. .

Ok, não desenvolvi o transtorno alimentar, mas não tenho uma relação 100% saudável com a comida - sinto culpa quando como doce e me cobro nunca sair do peso. .

O body positivity, bem, a proposta me parece encantadora, uma vez que vivemos em guerra com nosso corpo (quando não é o peso é o cabelo, quando não é o cabelo é o dente, o nariz, o tamanho do peito, etc) e se faz urgente praticarmos a autoaceitação. 

Portanto creio que "positividade corporal" é o que todos nós precisamos: olhar com mais amor e carinho para essa máquina incrível que nos leva de cá pra lá todos os dias.  Basta uma gripe forte ou uma perna quebrada para percebermos como DE FATO ter saúde é o que realmente importa.

Penso que temos que aprender a (re)treinar a nossa mente para o amor à diversidade estética, para a beleza além dos limites e dos padrões - somente assim vamos parar de guerrear com nossos corpos e com o julgamento desnecessário ao corpo alheio. .

Question: até quando a insatisfação com a nossa imagem vai dar dinheiro para a "indústria da beleza"? 

Quanto a ser ovo-lacto-vegetariana e comer suuuuuper saudável e não "jacar"... rá rá rá.

Sim, como super bem, não abro mão de legumes, hortaliças, frutas e grãos, amo saladas bem temperadas e sopinhas, mas sou LOUCA por batata frita, bolinha de queijo, pastel de queijo de feira, macarrão, coca-zero, brigadeiro, saquê e champanhe. Eu apenas não como nenhum tipo de carne, mas o resto? Tamuaí na atividade.

Se ainda não entendeu, tranquilo! Nem eu me entendo às vezes.

monicamontone


imagem: google

por que parar de fumar engorda


Finalmente um profissional que não fica apenas no blábláblá de que "o paladar e o olfato melhoram e a pessoa passa a comer mais depois que abandona o cigarro"; finalmente o famoso "quem para de fumar desconta a ansiedade na comida" deixou de imperar.

Ok, essas duas explicações são procedentes, porém o principal fator para o ganho de peso ao deixar o cigarro é outro: o metabolismo desacelera.

Palavras do médico Ciro Kirchenchtjn:

"Quando pessoa fuma ela aumenta o monóxido de carbono e isso aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial (o que não é bom); aumenta a adrenalina no sangue e isso aumenta o metabolismo (aumentando o metabolismo a pessoa queima mais). Se a pessoa para de fumar ela diminui sua adrenalina, sua necessidade calórica diminui então SE ELA MANTIVER SUA DIETA ELA VAI ENGORDAR". Assista ao vídeo abaixo.

Eu não passei a comer diferente depois que parei de fumar, não passei a beliscar o dia todo, não me joguei nos doces, continuei minhas atividades físicas. .

Então de onde estavam vindo aqueles quilinhos? Da dieta DE SEMPRE - e quando digo dieta, aqui, estou querendo dizer modelo alimentar seguido.

Obrigada doutor Ciro Kirchenchtjn por esclarecer. 

E agora, José? O que a gente faz com essa informação? Abandona o projeto da alimentação intuitiva e parte para um pequena restrição e/ou controle de calorias? .

E agora, José, que no meu caso a retirada da nicotina + restrição alimentar levou à depressão? .


monicamontone 



quero parar de fumar, e agora?

Como já disse outras vezes por aqui, estou na minha sétima tentativa de abandonar o cigarro.

Aprendi muita coisa em cada recaída e credito meu sucesso de agora a duas coisas:

1. Ao que cada recaída me ensinou (vou falar sobre isso em outra postagem)

2. Ao desejo de ser a melhor versão de mim.

Pela primeira vez eu não quis apenas parar de fumar por este ou aquele motivo. Eu quis me tornar uma pessoa diferente, uma pessoa melhor, mais madura, mais segura, mais real, mais saudável, livre de qualquer vício ou amarras e o cigarro, definitivamente, não combinava com a nova versão que eu queria ser. .

Evidentemente eu não imaginava que a busca por essa nova Mônica fosse me trazer tanto sofrimento, mas todo crescimento envolve uma certa parcela de dor, não é mesmo? .

Enquanto eu quis parar porque "era o certo a fazer", "era o melhor para a minha saúde", "era o melhor para a minha pele e dentes", eu não consegui. .

Todo fumante carrega consigo um alter-ego de rebeldia e fazer algo "porque é o que deve ser feito" não é compatível com esse alter-ego, tampouco o convence e aí mesmo é que ele junta forças com outras instâncias do nosso ser para impedir "que nos tornemos uns bundões". .

É preciso que haja um querer SINCERO e PROFUNDO de crescimento pessoal para se abandonar qualquer tipo de vício. .

Somente quando queremos profundamente nos tornar a melhor versão de nós mesmos é que juntamos energia, força e argumentos sólidos para amansar nosso alter-ego e demais instâncias do ser que desejam a manutenção do vício.

Quer parar de fumar SINCERAMENTE?

Comece se perguntando o motivo real e inicie um planejamento.

Vá se aproximando da ideia primeiro! Tente imaginar como seria a vida sem cigarro e, principalmente, tente se lembrar quando, onde, como e por que exatamente começou a fumar.

Você sabe qual emoção te levou para o cigarro?

Necessidade de aceitação? Fuga? Timidez? Autoafirmação? Solidão? Essa emoção ainda hoje está presente? .

Tire dez minutos do seu dia para sentar, respirar, se conectar com suas emoções e REPENSAR sua relação com o cigarro desde os primórdios, o que ele simboliza HOJE para você.

E boa sorte! 

monicamontone 


imagem: google

trident rosa: melhor amigo da fissura

O melhor amigo do ex-fumante (e de quem sofre de compulsão por doce) é o Trident rosa de tutti-frutt. .

E não, caro amigo e cara amiga leitora, não se trata de colocar um chicletinho na boca e ficar mascando educadamente. .

Para que o chicletinho rosa aplaque "o desespero da boca" proveniente de um aperto no peito e de uma vontade absurda de gritar é preciso mascar um pacotinho inteiro em poucos minutos. .

Na fase mais aguda da abstinência eu colocava um chiclete na boca, chupava todo o docinho em três ou quatro mastigadas, abria um novo e colocava o anterior no papel da goma recém aberta agindo assim até acabar o pacotinho com cinco unidades. .

Cheguei a baixar três pacotinhos de uma só vez  em diversas situações ( escrevendo, lendo, falando ao telefone, vendo TV, etc). .

Ainda continuo atacando as gominhas rosas e sem açúcar, porém com menos frequência e em menor quantidade. .

Diferentemente dos chicletes de hortelã, o Trident de tutti-frutt não incomoda na boca e é super docinho, o que ajuda a aplacar um cadinho a vontade de doce. .

Experimente.

monicamontone


ansiedade generalizada e depressão

Como já contei por aqui, eu estava muito deprimida e não sabia. Mascarava os sintomas com doses cavalares de nicotina (quase dois maços de cigarros por dia). Bastou tirar a nicotina para que os sintomas viessem a baila: .

1. Insônia desesperadora -  com direito a taquicardia, choro e pensamentos catastróficos; .

2. Necessidade de isolamento -  evitava ao máximo encontrar pessoas, só aceitava por perto meu namorado e minha família;

3. Misto de medo avassalador do futuro + certeza absoluta de que nada ia dar certo;

4. Sentimento de despersonalização - perda total de objetivos e de reconhecimento de mim mesma (sempre dizia que estava com saudades de mim). .

5. Pensamentos catastróficos de que eu ia morrer (ou adoecer) ou alguém próximo e amado ia morrer (ou adoecer), .

6. Sentimento de culpa e fracasso; .

7. Necessidade absoluta de ser tratada como a um bebê e vergonha igualmente proporcional a essa necessidade. .

8. Vontade de desaparecer completamente (morrer sem precisar me matar ou ficar dormindo congelada por anos) e culpa por essa emoção. .

9. Aversão àquela versão frágil e até então desconhecida de mim; .

10. Choro desenfreado e compulsivo em alguns momentos, dor nas costas, ânsia de vômito, espasmos musculares. .

Foram aproximadamente 6 meses desse terror.

Não quis tomar antidepressivo, tratei com terapia, acupuntura, meditação, atividade física, homeopatia e floral e em momentos de crise forte (a contragosto) Rivotril.

O que foi fundamental para a minha reabilitação foi o amor, paciência, apoio e carinho de pai, namorado e família e MINHA CRENÇA de que aquilo NÃO ERA EU e sim uma fase que ia passar. .

Não se render, SE CONVOCAR a não acreditar nas mentiras que a depressão/ansiedade conta é O PRIMEIRO PASSO. .

Se está passando por isso, ACREDITE que vai passar e uma hora você vai encontrar a melhor forma de sair desse labirinto de desespero.

Uma coisa é certa: terapia é FUNDAMENTAL.

Tenha paciência com você! Tenha fé! E busque ajuda!

monicamontone 



 imagem: google


11.11.17

a primeira vez que vomitei o meu jantar

A primeira vez que vomitei depois de comer foi num jantar na casa de um ex-namorado riquinho (querido!) cuja mãe me detestava e vivia jogando indiretas de que eu não servia para ele, de que a ex dele, sim, era uma moça a sua altura e de que eu estava com o rapazote por interesse. 

Tudo muito sutilmente, claro. Essas coisas eram ditas na base da "brincadeirinha", of course. 

Não estava! Além de ser apaixonada pelo moço na época, eu era uma adolescente idealista, sonhadora, rebelde e meio hippie - recusava-me a estudar inglês, por exemplo, porque não queria me curvar ao "capitalismo selvagem dos EUA". 

Eu tinha apenas 17 anos e na minha cabecinha a beleza era o meu maior (se não único) valor e o meu corpo era a única coisa que podia de fato controlar, portanto "tinha" que me manter magra!

Mas eu adorava comer! Minha família italiana por parte de pai se reunia todo domingo em volta de uma mesa farta, cresci com uma nonna fazendo nhoque e pudim de leite na cozinha.

Como fechar a equação "gostar de comer" x "ficar magra"?

Simples: vomitando tudo que comia, tomando laxantes fortíssimos antes dos jantares caros que o namorado riquinho pagava - ah, se a sogra megera soubesse que literalmente caguei todo o dinheiro do filhinho dela, rarará - e treinando obsessivamente.

Foram 2 anos contando calorias, treinando muito, vomitando e tomando laxante.

 Minha família não percebeu, pois não cheguei a emagrecer demais - mamãe achava apenas que eu estava com mania de dieta e às vezes comentava, inocentemente, com alguma visita: 

_ Essa menina, agora, parece um coelho, só quer saber de comer folha!

Aos 19 anos a faculdade de Psicologia me salvou!

Logo no primeiro período tive aulas sobre Transtornos Alimentares e fiquei perplexa com os vídeos que assisti contendo depoimentos de garotas que eram pele e osso - naquela época a Internet e seu vulcão de informações ainda não haviam explodido; eu nunca tinha escutado falar de bulimia.

Senti um medo TERRÍVEL de ficar igual àquelas meninas e simplesmente PAREI o que estava fazendo.

Depois me mudei para o Rio, cidade onde a preocupação com os corpos exibidos na praia é grande e entrei no fluxo da cidade praiana: treinos diários, bicicleta como transporte; passei a comer somente grãos integrais, legumes, verduras frescas - uma quase ortorexia (já era vegetariana).

Hoje em dia é raríssimo acontecer um ataque de hiperfagia - compulsão alimentar desenfreada na qual se come vorazmente diversos tipos de alimentos, misturando doce com salgado, engolindo praticamente sem mastigar.

Há anos não tomo laxante nem vomito meus jantares, mas estou longe de ter uma relação saudável com a comida. Sempre existe um sentimento de culpa rondando os espaguetes que como e uma tendência a treinar mais quando acho que exagerei no garfo.

Parar de fumar e ganhar um pouco de peso acordou todos esses fantasmas, porém tenho trabalhado essas questões na terapia com coragem e honestidade e aos poucos tenho conseguido me convencer de que "estar no peso ideal" não é um pedágio que preciso pagar para existir.

Falei mais sobre o assunto no texto eu tinha tinha transtorno alimentar e fingia que não sabia

monicamontone  


imagem google 

eu tinha transtorno alimentar e fingia que não sabia

Sim, em casa de ferreiro o espeto é de pau. Apesar de ter estudado Transtornos Alimentares na faculdade de Psicologia, não atentei para o fato de que ter parado de tomar laxantes e de vomitar quase tudo o que comia ainda na adolescência (falei sobre, aqui)  não eliminou todos os traços do meu transtorno, sendo eles:

1. Práticas compensatórias: jejuar ou treinar muito após comer alimentos "errados" (massas, doce, álcool, etc); 

2. Fazer dieta restritiva (cortando glúten ou carboidrato) ao engordar um ou dois quilos; 

3. Ler constantemente matérias sobre alimentação, treinos e beleza; 

4. Usar com regularidade alimentos termogênicos  como gengibre, pimenta e canela; 

5. Tomar chás diuréticos; 

6. Sentir culpa ao comer chocolate e pão; 

7. Precisar manter o corpo no peso que considero ideal para não odiar meu corpo. 

8. Para de fumar por seis vezes e nas duas últimas voltar a fumar por conta do ganho de peso; 

9. Comer "o mais limpo" o possível.

Somente agora -  em minha sétima tentativa de parar de fumar e que tive um ganho de peso moderado (mas perturbador) - é que fui me dar conta de que o que sempre achei ser "cuidados com a beleza" e/ou "coisa de menina vaidosa" no fundo passava dos limites e esbarrava num tanstorno alimemtar que nunca tratei.

Seria apenas "cuidados com a beleza" se isso não me trouxesse sofrimento emocional. Se eu não quisesse me esconder ou sumir do mapa ao "sair do padrão"; se não tivesse vergonha de aparecer em público somente porque minha bunda cresceu; se não sentisse culpa, tampouco achasse que sou um fracasso por ter "perdido o controle" do meu corpo.

O que me abriu os olhos para essa questão foi o trabalho honesto e criterioso de meninas que se dispuseram a falar franca e abertamente sobre seus transtornos na Internet como as queridas Miriam Bottan e Diana Garbin  

Se eu não as tivesse conhecido provavelmente teria voltado a fumar ao primeiro sinal de ganho de peso e jamais teria levado essas questões a sério para a minha terapia. 

E você, será que tem uma relação saudável com o seu corpo e com a comida? 

monicamontone 




imagem: google 

depressão e tabagismo

Eu estava em depressão quando deixei de fumar e não me dei conta. Nem mesmo o fato de eu ter duplicado o meu consumo acendeu essa luz para mim - está comprovado que a nicotina atua como antidepressivo. 

Por este motivo, passei por uma abstinência bastante sofrida

Stanton A. Glanzt, diretor do Centro para Pesquisa e Educação no Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concorda com a ideia de que pessoas depressivas que fumam possam estar se automedicando

Segundo pesquisas, pessoas a partir de 20 anos com depressão têm duas vezes mais chances de serem fumantes, como descobriram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

Dados extraídos da Pesquisa Nacional de Exames Médicos e Nutricionais levaram às seguintes observações:

Cerca de 43% dos adultos depressivos com 20 anos ou mais fumavam, em comparação a 22% dos não depressivos na mesma faixa etária.

Mulheres com depressão tinham proporções de fumantes semelhantes a homens com depressão, embora mulheres sem depressão fumassem menos do que os homens.

Com a piora do quadro depressivo, a porcentagem de adultos fumantes crescia.

Fumantes depressivos fumavam mais do que fumantes sem depressão.

Adultos que tinham depressão e eram fumantes tinham menos chances de largar o cigarro do que fumantes sem depressão.

"Todo mundo sabe que gente com depressão tem mais probabilidade de fumar", disse a pesquisadora Pratt, mas o que a surpreendeu, explica, foi a extensão dessa ocorrência constatada pelo estudo.

Entre mulheres de 20 a 39 anos, por exemplo, o estudo revela que 50% daquelas com depressão fumavamSaiba mais 

No meu caso o processo de abstinência foi mais difícil porque de fato eu estava mascarando uma depressão com o uso excessivo de nicotina. Falei sobre minha depressão, aqui

Depressão não é brincadeira e precisa de tratamento! Peça ajuda, procure um terapeuta.

monicamontone



arte: Sara Shakeel

viciado, eu?

"Viciado, eu? Não! Eu só fumo de farra, só fumo quando bebo, não sou viciado, paro quando eu quiser". "Eu fumo muito pouco e só fumo a noite, meu consumo é bem tranquilo". "Eu não fumo dentro se casa, então fumo pouquíssimo". "Um maço de cigarros para mim dura uma semana".

Cansei de ouvir frases como as de cima da boca de amigos meus. 

Detalhe: eu parei e tive recaída seis vezes. Cheguei a ficar 9 meses sem fumar uma época e voltei. Estou na sétima tentativa e agora parece ter dado certo: lá se vai 1 ano. 

Meus amigos que falam coisas iguais ou similares as que citei (e não se consideraram viciados) ou nunca ficaram sem fumar por mais de um mês ou nunca tentaram parar.

Assumir o problema é o primeiro passo para transforma-lo.

Segundo matéria publicada no El País estudos apontam que: o típico cigarrinho ocasional mata mais do que se esperava. É o que mostra um estudo sobre a saúde de quase 300.000 pessoas. Os indivíduos que fumam menos de um cigarro por dia têm 64% mais riscos de morte prematura que os não fumantes. Já entre os que consomem de um a 10 cigarros por dia, o risco é até 87% maior.

Bora repensar a relação com o cigarrinho do final de semana?  

monicamontone


imagem: google

transtorno de ansiedade generalizada

Sempre tive perfil ansioso. Sempre fui agitada, impaciente, apressada.

Mas nada disso quer dizer "transtorno de ansiedade". 

O que poucos sabem, na verdade, é que os transtornos ansiosos como a Síndrome do Pânico, o Transtorno de Ansiedade Generalizada e as Crises Ansiosas geralmente são sintomas de depressão.

É comum associarmos depressão à tristeza e embotamento afetivo, mas desordens ansiosas são outra forma da depressão se manifestar.

Na época mais aguda de minha abstinência cheguei a ter todos os sintomas listados na imagem abaixo + uma média de 4 crises ansiosas (fluxo de pensamementos catastróficos sem controle e sem qualquer conexão com a realidade).

Tratei com terapia, acupuntura, meditação, atividade física, homeopatia e floral (plano de guerra). Escolhi o caminho mais longo, não quis tomar remédio - embora saiba que às vezes é necessário.

Portanto, NÃO FIQUE SOFRENDO sozinho, em silêncio. Procure um terapeuta! 

Depressão quando não é tratada pode virar assunto sério! Procure ajuda! 

monicamontone




tapeando a vontade de tragar

Uma dica ÓTIMA para quem esta parando de fumar e sente falta da sensação de tragar: 

Colocar chá morno (ou água morna com limão) naqueles copinhos durinhos (ou garrafinhas) com canudinho durinho. 

O meu eu usei tanto nos primeiros meses que acabou quebrando. 

O ato de fumar envolve: 

1. Pegar o objeto (cigarro e isqueiro) e manusear 

2. Levar o objeto (cigarro) à boca e tragar (engolir fumaça) 

A bebida morna no copo (ou garrafinha) durinho, bem como o manuseio do canudinho enganam bem nossa mente condicionada - e se levantarmos o canudinho tirando-o da bebida podemos até "tragar" o vaporzinho que se forma no copo.

Eu adorava fazer isso com chá de lavanda (que é calmante). 

Às vezes nem bebia ou tragava o vaporzinho, ficava apenas "roendo" o canudinho. 

Hoje com um ano sem fumar já não preciso mais da minha "mamadeira" (como eu chamava meu copinho, hahaha), mas foi algo que me ajudou DEMAIS nos primeiros meses.


Experimente!  

monicamontone 

imagem: google

abstinência e desejo por chocolate

Não é de hoje que as pesquisas apontam que o chocolate tem efeito antidepressivo e pode ajudar a regular o humor.

Segundo matéria da BBC Brasil,  o chocolate possui substâncias encontradas em drogas como ópio (encefalina/alivia a dor e produz prazer), álcool (tetrahidro-beta-carbolinas/eleva os níveis de dopamina e serotonina), maconha (anandamida, conhecida como a "molécula da felicidade", atinge as mesmas estruturas cerebrais acionadas pelo THC), café (o cacau tem cafeína que é estimulante).

Gosto de chocolate, mas nunca fui chocolatra, sempre preferi salgado a doce.

Porém, depois que parei de fumar uma vontade INSANA de comer chocolate me invadia todos os dias no final da tarde - tipo o desespero por doce que bate na TPM e toda mulher conhece bem.

Nos primeiros 4 meses - que estava na dieta low-carb - não atendi às necessidades do meu corpo por medo de engordar - além de não comer um único bombom não estava comendo nem mesmo carboidratos naturais como frutas e leguminosas.

Não engordei naquele período, mas deprimi seriamente. Será que se eu tivesse respeitado o meu corpo e tivesse dado a ele 1 bombom ou 1 quadradinho de cacau 70% (ou uma sopinha de batata baroa)  eu teria aberto um quadro de depressão como abri?

Afinal, o corpo tem a sua sabedoria e se estava clamando por chocolate certamente era porque estava com defasagem de dopamina, serotonina e afins.

Quem para de fumar dificilmente consegue controlar o desejo por chocolate (e doces em geral) nos primeiros meses exatamente porque o cérebro está buscando uma compensação química. 

Minha dica para quem esta parando de fumar e tem medo de perder o controle da ingestão de doce e engordar?

Se permitir, mas com moderação. Comprar um bombom invés de uma barra; consumir antes de atividades físicas, evitar comer todos os dias (que tal dias alternados?), quando possível substituir por damasco e alfarroba (que possuem propriedades similares as do cacau), comer na rua e não fazer estoque em casa para evitar a compulsão.

Lembrando que: não existe alimento que engorda, o que existe é exagero, falta de equilíbrio e moderação. 

monicacamontone



os malefícios do tabagismo na gravidez

Oh-Yeah, eu fui gerada na mais pura nicotina. Naquela época não tinha Internet, tampouco se falava tanto dos malefícios do cigarro.

Podia-se fumar em locais fechados (inclusive elevadores e aviões), havia propaganda de cigarro na TV e os pais costumavam pedir para que os filhos fossem comprar cigarros para eles na padaria.

Ou seja, não era  indicado fumar durante a gestação mas também "não era" imprescindível como hoje os médicos apontam e as pessoas ao redor cobram.

Mamãe fumou minha gestação e amamentação inteira, bem como nas gestações das minhas irmãs. Ao redor, papai e vovô também fumavam.

Resultado? Duas filhas alérgicas e com problemas pulmonares (asma e bronquite) e uma filha tabagista: eu. 

Papai fumou por mais de 40 anos, teve um problema seríssimo de estômago e parou. Mamãe fumou por mais de 40 anos, teve um enfarte e parou. Vovô fumou por mais de 60 anos, teve um câncer de pulmão decorrente do cigarro, parou, mas depois voltou e morreu na sequência.

E eu, bem, eu fumei por mais de 20 anos, parei e voltei várias vezes, mas agora espero ter conseguido definitivamente (estou há 12 meses sem fumar).

Felizmente não tenho (tampouco espero ter!) nenhum problema de saúde.

Mesmo com todos os exemplos negativos ao redor eu simplesmente não conseguia parar. Foi quando eu desejei intimamente me libertar de todas as amarras de minha vida que o cigarro entrou na dança.

Não há pesquisas que apontem que o vício possa ser hereditário ou influenciado pelo consumo da mãe tabagista, mas caso a criança tenha predisposição a adicção (meu caso!) ter o exemplo negativo dentro de casa infelizmente colabora.

Segundo a revista Crescer 87% das fumantes que engravidam não conseguem deixar o vício e 94% retornam a ele seis meses depois de dar a luz por conta do peso. Uma pena, né? 

Outros dados: 

"Os filhos de mães que fumam, geralmente, são mais enfermos. As principais doenças que atingem estas crianças são as infecciosas de repetição, como rinite, bronquite, asma ou qualquer outra doença pulmonar, além de morte súbita infantil", afirma Clóvis Eduardo Tadel Gomes, pneumologista do Hospital Sabará, localizado em São Paulo.

Outro dado da OMS informa que o leite de mães fumantes possui três vezes mais substâncias prejudiciais do que o sangue delas. fonte 

Portanto, evitar fumar na gravidez (e depois de dar a luz) continua sendo o caminho mais indicado para para as mamães. 


monicamontone



imagem google

5.11.17

cientistas comprovam relação entre o cigarro e a depressão

A relação entre depressão e fumo, há muito observada por especialistas da saúde, é real e forte, mostra um novo relatório do governo americano. 

Pessoas a partir de 20 anos com depressão têm duas vezes mais chances de serem fumantes, descobriram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

A magnitude da relação é surpreendente, afirma a pesquisadora Laura Pratt, epidemiologista do Centro Nacional de Estatística de Saúde, dos CDC, que publicou os resultados em 14 de abril.

"A relação entre depressão e cigarro se fortaleceu ao longo do tempo", disse. Em 1952 e 1970, conta ela, os estudos detectaram apenas uma ligação pequena e insignificante na população americana. 

Mas, quando Pratt e sua parceira de pesquisa Debra Brody analisaram dados de 2005 a 2008, extraídos da Pesquisa Nacional de Exames Médicos e Nutricionais, elas descobriram que:

- Cerca de 43% dos adultos depressivos com 20 anos ou mais fumavam, em comparação a 22% dos não depressivos na mesma faixa etária.

- Mulheres com depressão tinham proporções de fumantes semelhantes a homens com depressão, embora mulheres sem depressão fumassem menos do que os homens.

- Com a piora do quadro depressivo, a porcentagem de adultos fumantes crescia.

- Fumantes depressivos fumavam mais do que fumantes sem depressão.

Adultos que tinham depressão e eram fumantes tinham menos chances de largar o cigarro do que fumantes sem depressão.

- Cerca de 7% dos adultos americanos com 20 anos ou mais tiveram depressão de 2005 a 2008, revela o levantamento. Cerca da metade das pessoas de até 55 anos com depressão no período da pesquisa era fumante, mas menos de um quarto daqueles sem depressão na mesma faixa etária era fumante.

Desde a divulgação dos males do cigarro em um relatório do órgão americano que supervisiona profissionais da saúde de 1964, o fumo de cigarro entre adultos caiu pela metade no país, mas cerca de 21% do total de adultos ainda fuma, observa o relatório.

"Todo mundo sabe que gente com depressão tem mais probabilidade de fumar", disse Pratt, mas o que a surpreendeu, explica, foi a extensão dessa ocorrência constatada pelo estudo.

Por exemplo, entre mulheres de 20 a 39 anos, o estudo revela que 50% daquelas com depressão fumavam, enquanto fumantes representavam apenas 21% daquelas sem depressão.

Mesmo adultos com leves sintomas depressivos - aqueles que não se enquadrariam na depressão clínica - tinham mais chances de fumar do que pessoas sem sintomas de depressão, revelam as pesquisadoras.

O motivo exato de as pessoas depressivas tenderem a fumar mais estava fora do escopo do estudo, afirma Pratt, mas algumas pesquisas sugerem que o comportamento pode ser um tipo de automedicação, com os cigarros de alguma forma agindo como calmantes ou um mecanismo de relaxamento. Stanton A. Glanzt, diretor do Centro para Pesquisa e Educação no Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirma não ter se surpreendido com os resultados.
Ele concorda com a ideia de que pessoas depressivas que fumam possam estar se automedicando. 

Parte do problema, afirma, é que profissionais de saúde mental demoram para lidar com o problema do tabaco.


"Existe um mito no qual, se você lidar com a situação, encorajando o paciente a parar de fumar, fica mais difícil tratar a doença mental subjacente", disse Glantz. "A verdade é exatamente o oposto disso."



imagem: google
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